As coisas têm melhorado ...
... vamos ver durante quanto tempo!
Querer ser amigo do Diabo é muito perigoso.
Perdem-se os amigos todos pela causa, e depois a causa abandona-nos ao primeiro falhanço.
à(s)
02:13
2
comentários
- Vês os parafusos da roda suplente que acabaste de colocar.
- Sim vejo!
- Estão uma grande merda!
- Então porquê?
- Porque há demasiada tensão homoerótica entre nós dois!
à(s)
21:12
0
comentários
Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!... Tivera algum merecimento,
Se um raio da razão seguisse, pura!
Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:
Outro Aretino fui... A santidade
Manchei!... Oh! Se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na eternidade!
Bocage
à(s)
23:53
0
comentários
Quando certas pessoas me falam em diplomacia só me apetece dizer-lhes que a diplomacia são os tomates. Mas, lá está, há coisas que o decoro manda guardar para nós ...
à(s)
13:41
0
comentários
O que é que o forum TSF pensa sobre a taxa de prescrição de antidepressivos neste país.
à(s)
16:34
0
comentários
Se o mau humor pagasse imposto hoje eu resolvia o problema do défice ...
à(s)
12:31
0
comentários
Há já algum tempo que tinha pensado designar este blogue de "O inimputável" (vá-se lá saber porquê). Quis o destino que lhe desse mais este spin ...
à(s)
22:58
1 comentários
... tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
à(s)
20:42
0
comentários
Os empresários queixam-se de que os políticos são pouco sensíveis à realidade económica e de que não tem cultura empresarial. É verdade. Mas há outro problema: os empresários e os gestores desconhecem de todo as regras da política democrática, ou seja, ignoram tanto da política como os políticos de gestão. Raras vezes se podem observar estas costas voltadas como no último Prós e Contras, dedicado à nossa crise financeira.
A intenção do programa era evidente (não fosse um programa da RTP): colocar um grupo de economistas e gestores “à direita”, com a excepção de um, contra as votações parlamentares dos partidos da oposição e repetir que, por isso, o país fica “ingovernável”, ou traduzido em bom português, fica ingovernável enquanto o PS não tiver outra maioria absoluta. Porém, o resultado final foi uma confusão inútil exactamente por causa deste duplo divórcio de incompreensões e de ignorância.
Os economistas disseram, preto no branco, que toda a gente sabe a desgraça em que o pais está metido, quais são os problemas nacionais associados ao facto de Portugal viver acima das suas posses e de haver uma dívida que, a curto prazo, se tornará incomportável. Todos disseram que caminhamos para uma crise maior, se não se tomarem medidas: diminuir o peso do Estado na economia, cortar nas despesas, alterar a legislação laboral, reformar a justiça, fazer reformas de fundo e não paliativas. Ou seja “toda a gente” sabe quais são os problemas e “toda a gente” sabe quais são as soluções.
Pacheco Pereira
à(s)
22:48
1 comentários
Há anos que se ouve tudo isto e eu, pessoalmente, penso que têm toda a razão. Também eu “sei”. Só que falta um pequeno-gigantesco problema por resolver que nenhum deles é capaz de enunciar: onde é que se vão buscar os votos para estas políticas? Onde é que em democracia, e em particular na democracia portuguesa, onde existe um grande “partido do estado”, favorecido pela memória recente da pobreza, pela dependência de interesses múltiplos, pela fragilidade da nossa “sociedade civil”, com os grandes partidos muito presos a este estado de coisas, se vão buscar os votos? E mais: onde é que num país em que os próprios empresários vivem num conúbio próximo com o governo da ocasião, existe independência no tecido económico para apoiar uma sociedade civil forte que não medra em clima de necessidade?
Pacheco Pereira
à(s)
22:46
0
comentários
O uso do modo imperativo.
------------------------------------------
P.S.: A culpa também deve ser da Bíblia, mais concretamente do Antigo Testamento ...
à(s)
14:37
0
comentários
- Bom dia Sr. Eng., então quando fazemos a entrega?
- A entrega?! Quanto mais tarde melhor!
à(s)
14:15
0
comentários
... porque é que tudo quanto é blogue tem uma foto da Maitê Proença descascada?
Nada me move contra a nudez, mas eu leio blogues no emprego! Porra!
à(s)
17:50
0
comentários
"Eu não tenho dúvidas que o Presidente da República saiu fragilizado de toda esta história das “escutas”, de que, valha a verdade, ele nunca falou. Foi tudo mal conduzido e muito atrapalhado. Mas não é isso o mais importante, porque isso tem apenas a ver com a condução do assunto e não com o seu fundo, a saber, por que razão o Presidente foi atacado como foi, no momento em que o foi e do modo como foi?
Vamos admitir que o PS, naqueles dias da operação Diário de Notícias, já tinha uma convicção consolidada de que iria ganhar as eleições, só não sabia por quantos. Sabia que a vitória nas urnas não significava que o partido saía melhor das eleições enquanto partido de governo. Sabia que iria sair do resultado eleitoral enfraquecido na sua capacidade de governar, o que se para Guterres e o seu estilo não era um grande problema, para Sócrates é um enormíssimo problema.
Ele viveu de criar uma imagem de autoridade e decisão, contra tudo e contra todos, e agora tem que negociar quase tudo. Duvido que durma bem com essa hipótese e com problemas que não podem ser resolvidos atirando o telemóvel ao ar e berrando com a multidão dos seus assessores. Não. Agora as coisas são muito mais complicadas para Sócrates e um dos aspectos dessa complicação chama-se Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República.
José Sócrates sabe, melhor do que nós todos, que o Presidente não confia nele, nem enquanto pessoa, nem enquanto governante, mas que em democracia isso não é razão para impedir a indigitação. Mas sabe que o Presidente não aceita todos os cenários aritmeticamente possíveis para governar, todas as soluções no papel, todas as composições do governo. Como aliás não fizeram Jorge Sampaio, nem Mário Soares. Porque o Presidente tem poderes próprios e legitimidade política própria. E não sabe muito bem o que aí vem, seja no caso Freeport, seja nos outros processos em que o seu nome está envolvido, seja no que se vai saber depois das eleições, e que se devia ter sabido antes, sobre a verdadeira situação económica e social do país. Sabe que vai receber do governo anterior, por singular azar seu, uma pesadíssima herança de promessas e uma série de apoios em curso, por coincidência, terminando em Outubro… Sabe tudo isto e teme o Presidente, cujo poder, na actual situação, aumenta. E sabe que o Presidente não é “comprável” pela sua reeleição. Por isso tudo uma “preemptive strike” que fragilizasse o Presidente era necessária, Foi o que a “operação Diário de Notícias” fez, com algum êxito, diga-se de passagem." Pacheco Pereira na Sábado
à(s)
06:04
0
comentários