A prova que algo de errado se passa com este blogue (que por enquanto ainda é pouco lido) é que volta que não volta, tenho cá comentadores anónimos dificílimos de identificar que sei que trabalham no meu sector de actividade.
17 de abril de 2006
The model of glamour ...
Cada movimento do seu corpo tinha como intenção destacar a presença generosa dos seus seios ...
à(s)
01:40
1 comentários
16 de abril de 2006
"I thank the many people who have trained in my lab and who have enriched my experiences by performing experiments that I asked them to, and also experiments I did not. I express special thanks to the many wonderful students to whom I have had the privilege of teaching the always fascinating science of immunology over the past 23 years at the Yale University School of Medicine. Were it not for their probing questions, I probably would never have made the few contributions outlined in this essay. It has been a wonderful life for me."
Charlie Janeway
Há uma coisa que escapa aos fanáticos da luta contra o plágio, é que em certas circunstancias surripiar certas coisas aos outros não é um abuso, mas um sinal de cumplicidade. Espero eu ...
Um abraço
à(s)
12:20
4
comentários
Numa caixa de comentários
No post original: O meu torrãozinho (...) afirma que Camões não é ninguém em comparação com Fernando Pessoa (...)
Eu comentei: Isabelinha, não queres elaborar sobre a questão Camões vs Pessoa. Eu julgava que era um excêntrico nessa matéria, mas detecto aqui sinais de que não serei o único excêntrico.
A Isabela respondeu: Isso é uma pergunta, Luís? Excêntrico em Camões versus Pessoa. São poetas de épocas muito diferentes e têm de ser lidos de acordo com a época em que criaram. Camões foi excelente, mas é provável que se tivesse nascido à roda de 1900 tivesse pertencido ao grupo do Orpheu, esses falhados, com todas as consequências que isso teve para cada um deles. Posso insultá-los à vontade, não quer dizer que não goste do que criaram. Para mim isto é muito claro: um(a) autor(a) não tem que ser venerado. São insuportáveis a maior parte das vezes. Vaidosos, egocêntricos, egoístas, obsessivos, irresponsáveis... Separa-se a obra da personalidade ou estamos lixados.
Gosto muito de Camões. Pessoa tem uma obra mais vasta. Camões escreveu mais, mas não tinha uma arca e viveu numa época em que a autoria não era protegida. Mas não há muita diferença, ao nível das linhas de leitura, entre os últimos sonetos de Camões, os do desconcerto do mundo e Álvaro de Campo da fase depressiva. Penso que isto esteja estudado.
Obrigado Isabela.
À consideração destes senhores.
Este último comentário não é propriamente um comentário Marxista, mas é o que se arranja ...
à(s)
06:24
2
comentários
G: Do you think its bullshit?!
Luis: Let me put it like that: it's a PRL!
G: I guess I know what you mean.
à(s)
02:52
0
comentários
15 de abril de 2006
Fantasias blogosféricas
O blogue do casal: blogue mantido por um homem e uma mulher. Ele assina como Josefa e ela como António.
à(s)
02:24
0
comentários
13 de abril de 2006
Um dos problemas dos blogs colectivos é o facto destes serem um espaço ideal para actuação dos egos excessívos.
Felizmente não há regra sem excepção.
à(s)
20:03
3
comentários
Extratos de um email
O Zé está-me sempre a insultar nas caixas de comentários, mas só nas caixas de comentários é que me insulta. Nunca discutimos os insultos.
à(s)
08:50
3
comentários
12 de abril de 2006
Ritual Catártico
O antigo estudante de doutoramento destroi a maior parte da sua colecção de artigos científicos. Novos mares virão.
E à mail box, o que fazer?
E aos arquivos onde estão guardadas inúmeras simulações, algumas usadas nas publicações científicas do aluno ou na sua tese, outras olhadas com desdém pelos seus superiores hierarquicos?
E porque não perguntar: e o que fazer com o blog?
E o que fazer com as obras de Marx zelosamente escondidas no gabinete de Queens Road em South Kensington?
Enfim, o caso dos artigos é fácil de resolver, o de Marx é bem mais complicado!
Um abraço a todos!
à(s)
09:12
6
comentários
"Certamente que as motivações de um cristão da massa são muito mais de ordem moral que metafísica. Este cristão define-se, antes de mais, pelo temor de um Deus antropomórfico, não obrigado por um determinismo intemporal, e, por conseguinte, como o próprio homem, senhor a cada instante dos seus actos e das suas respostas; um Deus sem plano preconcebido. Uma tal ausência de metafísica lança o cristão vulgar numa moral estritamente utilitária, atrás de vantagens ou de garantias pessoais no céu ou na terra (...) porque nesta fase de evolução, já não basta anatemizar o Mal para o fazer desaparecer; o sortilégio verbal, desvirtuado pelo uso excessivo, já não consegue obter a adesão. As dualidades são, daí em diante, verdadeiramente sentidas na carne e na alma. Esse cristão encontra-se dilacerado. Não consegue ver, na "queda", exactamente o elemento que condicionou a Criação, e continua a concebê-la como um acto contingente que compromete a sua própria responsabilidade. O seu pensamento, se não o seu corpo, está constantemente voltado para esta exasperação moralista da noção de pecado e leva-o a uma desconfiança profunda não só em relação ao mundo como a si próprio. Literalmente, isolando o Mal em si, e recusando-se a ver no Diabo uma criatura de Deus, os cristãos da massa divinizam-no. Dir-se-ía que o cristianismo vulgar actual foi inteiramente conquistado pelo maniqueísmo. Estes cristãos não compreenderam as palavras do Livro de Tobias: "E porque éreis agradáveis a Deus, foi preciso que a tentação vos pusesse à prova." Verifica a dualidade e alimenta-a precisamente com esse medo que se recusa a ser ponderado e, de certo modo, dissolvido pela inteligência." Raymond Abellio via de vagares ...
à(s)
06:52
0
comentários
10 de abril de 2006
Un dia destes ainda vos vou contar como é que um manfio me convidou para gerir um bar em Londres. Em Camden claro.
à(s)
23:12
0
comentários
Definição sumária de contabilidade
Usar a matemática, para fazer as contas erradas baterem certo.
à(s)
22:53
3
comentários
9 de abril de 2006
O que é que se deve exigir de um blogger político?
Neutralidade relativamente aos interesses? Coragem?
Será que que a neutralidade relativamente aos interesses existe verdadeiramente? Penso que não. Qualquer indivíduo tem quase por definição interesses próprios. Nesse contexto, em que medida é que a coragem pode ser considerada por si só uma virtude?
Relacionada com esta questão, surge-me outra mais institucional. A ERC devia ter responsabilidades ao nível do controlo da actividade dos bloggers? Penso que sim.
Aquilo que eu defendo aqui não é a criação de uma espécie de "PIDE" moderna para controlar os blogs políticos. Acho que ao nível da política geral, não há razão para ter grandes receios, não encontro por aí muitos bloggers com intenções "subversivas".
Ao nível dos blogs criados para discutir uma actividade específica a situação parece-me mais complicada. Por um lado acho que deve ser garantido ao cidadão o direito de manifestar os seus interesses - esse é no meu entender um dos vectores essenciais da liberdade de expressão. Por outro lado é preciso garantir que a blogosfera não se transforma num espaço de decisão sobre matérias do interesse público, no meu entender isso seria errado porque o bloging é uma actividade muito pouco regulada e difícil de regular; para verificar que este é um risco real basta verificar a quantidade de microcausas que surgem todos os dias.
Ainda relativamente à questão que levanto no último parágrafo queria ser um pouco mais específico. Para mim é óbvio que no meu ramo de actividade há entidades que procuram observar e comentar o que é feito na blogsofera. Acho isso legítimo e até desejável, o que me parece necessário assegurar é que esse controlo é feito em nome do interesse público - seja lá isso o que for. E no meu entender definir aquilo que é o interesse público na minha área de actividade (a ciência) é das coisas mais difíceis que existe, é uma questão relativamente à qual estou longe de ter ideias fixas. Acho que é uma questão que merecia blog próprio.
à(s)
12:05
0
comentários
Coragem
A palavra coragem é uma palavra com que tenho uma relação cada vez mais difícil. Sempre que oiço dizer "folano de tal é corajoso", interpreto isso como "folano de tal anda à procura de problemas".
à(s)
10:56
0
comentários
8 de abril de 2006
Curto-circuito mental
Quando contemplo certas tarefas que me são atribuidas, geram-se estranhos curto-circuitos na minha cabeça, infelizmente já estou tão habituado a isso que já não estranho (muito).
à(s)
21:09
0
comentários
6 de abril de 2006
Estas gajas sabem-la toda
[versão editada]
Criatura desconhecida do sexo masculino: Sabes, depois de viver durante 4 anos em Inglaterra, já não aguento com musica tão romântica. Esta treta é como um bom vinho, um gajo fica um bocado inebriado.
Jovem desconhecida do sexo feminino de origem francesa [ou portuguesa]: Exacto.
(É que o pobre diabo tem mesmo que ser disciplinado, e certificar-se de que só ouve a música certa.)
à(s)
18:10
1 comentários
O mistério mais bem guardado da lusoblogosfera

Quem é o Santiago do Conta Natura?
Estive toda a tarde a ler os arquivos do Conta Natura e não consegui descobrir nada!
Só vejo uma explicação, o Santiago escreve aquelas coisas que nós sabemos lá no Conta para servir de bálsamo ao ego dos responsáveis pela política científica em Portugal. Conclusão: está bom de ver o Santiago só pode ser um professor do Instituto Superior Técnico!
à(s)
17:12
5
comentários
5 de abril de 2006
Alguém me explica ...
... porque é que Sócrates nunca apresentou queixa contra o Platão, tendo em conta a forma como este o plagiou?
E não me venham cá com aquela treta de que o gajo já estava morto quando a Assírio e Alvim publicou a apologia, porque eu tenho a certeza que existe uma razão mais profunda.
à(s)
01:49
1 comentários
4 de abril de 2006
Eu já desconfiava que o meu problema era esse: o clitóris.
Há que intervir: cirurgicamente.
à(s)
22:35
5
comentários
2 de abril de 2006
Aviso à navegação
Sendo este um blog eminentemente pessoal, por vezes também comento assuntos profissionais. Há momentos em que isso é o mais natural, porque em momentos chave da nossa vida profissional, o que é profissional tem consequências na vida pessoal.
Alguns dos meus leitores são capazes de estranhar o meu silêncio relativamente a certas matérias, esse silêncio significa isso mesmo: silêncio.
à(s)
14:25
0
comentários
Recebi um email muito curto, em resposta a um relativamente longo, que termina com a frase: "Não atines que vais ver."
Vindo de onde vem é preocupante!
à(s)
14:04
0
comentários
1 de abril de 2006
Isto dava pano para mangas
Não invejo muito quem é rico, ou bonito, ou alto, ou triunfante, ou jovem, ou… sei lá. Quem eu invejo é quem é feliz. Descobri, agora, que tenho inveja de António Guterres, imagine-se…
Não por ele, ontem, ter recebido o Prémio Personalidade do Ano 2005, outorgado pela Associação de Imprensa Estrangeira, evento que a foto documenta.
Não é por isso. É por aquilo que ele disse, na ocasião. Disse ele que “não estava de todo à espera, na verdade, para mim já é um prémio suficiente estar a fazer aquilo que estou a fazer, que era exactamente aquilo que queria fazer nesta fase da minha vida e que tenho imenso gosto em fazer". É disto que tenho inveja.
Pelo Carlos Narciso no sua imprescindível Escrita em dia
Isto dava de facto pano para mangas, mas agora não me sinto com folgo. Fica para outro dia.
à(s)
13:02
4
comentários
Exercício de associação (bastante) livre
Geoff Stephenson - Arthur Schopenhauer - Joaquim José Sainhas de Oliveira (RIP)
à(s)
05:58
0
comentários
A mamada (reedição days of angst)
A questao etica que se me coloca e se dado o caracter hierarquico da relacao professor aluna nao devia ser ela a mamar nele.
Por outro lado ocorre-me agora que nos bordeis as prostitutas consideram o orgasmo feminino uma coisa muito importante (se e' verdadeiro ou falso isso agora nao interessa muito), ou ha' maior feito do que fazer uma prostituta ter um orgasmo?
(Reedição dedicada a este senhor)
à(s)
01:21
0
comentários
Quando for grande quero ser como o João Pedro George (reedição days of angst)
É essa a verdade: quando for grande quero ser como o João Pedro George. O obstáculo que se me coloca é escolher as obras sobre as quais verterei o meu fel, depois as leis do determinismo físico tomarão conta de mim e tudo acontecerá naturalmente. Se por acaso me apanharem a tecer rasgados elogios a uma das minhas vítimas não de iludam! Será apenas com o fito de mostrar o cuidado que ponho na sua escolha.
O naco de prosa a que hoje me vou dedicar é uma carta extraída da correspondência sentimental de uma das nossas leitoras (sem link) datada de 20 de Janeiro de 1996. Trata-se de um exemplar raro, portanto. Devo dizer que os meus pais, antes do seu casamento, no ido Verão-quente-de-75, mantiveram um romance epistolar. Como diria a minha avó isso foi na altura da "maluqueira". Isto, há trinta anos. Ora, a raridade do exemplar que estudamos hoje deriva justamente da escolha, em pelno ano de 96, da epistola para comunicar o sentimento amoroso. Vale a pena lembrar que na altura, em meio urbano, não era de todo invulgar o uso de telemovel. A escolha da epistola revela-se acertada - o desdém da destinatária pelo uso da mensagem curta como expressão romantica é do domínio público.
Ora, dizia eu, o uso de epístola é um claro sinal da influência de Platão sobre o nosso autor. De resto o próprio texto da carta é claro a esse respeito. Por um lado o autor refere o anterior evio de um postal ilustrado, mas mais significativo é o terceiro parágrafo da obra em apreço "Serás sempre o meu amor mesmo quando saires da nossa escola." Querem prova mais directa da tese aqui apresentada?!
Mas o platonismo não é senão uma manta curta - por de trás das ideias puras da caverna platónica esconde-se a dura realidade quotidiana da relação objectal.
Voltemos a analisar a frase. "Serás sempre o meu amor mesmo quando saires da nossa escola." O autor faz uma paráfrase dos votos matrimoniais católicos (provavelmente inconsciente). Aqui não é a morte que apartará do nosso autor a sua amada, mas sim o progresso académico desta última. É tentador supor que o progresso académico da destinatária da nossa carta era mais célere do que o do nosso autor, apesar do óbvio interesse dela pelo futebol e pelo ping-pong. Um drama diário nas sociedades contemporâneas.
Exploremos outras possibilidades de análise. Outra possibilidade plausível (o quê, não vos chega este adjectivo?!) é a possibilidade de uma diferença etária que, mais tarde ou mais cedo, forçaria o afastamento dos potenciais amantes. É todo um programa que se estende inexplorado à nossa frente! Há a reter que a destinatária da carta tinha na altura 11 anos, significa isto que na hipótese da diferença etária estamos perante uma criança que se enamorou por uma rapariga na puberdade, o motivo será provavelmente a curiosidades masculina peranta a sexualidade feminina que ali desponta.
[Desculpa, ter-me apoderado do teu espólio, para escrever um post tão autobiográfico, mas a projecção é o mecanismo mais eficiente para lidar com a "dura realidade quotidiana" "que se esconde por de trás das ideias puras da caverna platónica".]
A ler também isto e isto.
à(s)
00:53
0
comentários
