12 de janeiro de 2007

conversas do meu msn

Ela:Decididamente eu tenho de me deixar destas merdas ... já não me bastavam os gaijos e as gaijas do chat ... agora tenho o msn cheio de gente doida!
Eu: lol
Ela:pelo amor à santa!
Eu: Não te esqueças que eu sou uma gaja.
Ela:eu quero lá saber se o A. é gaija ou não porra rs
um fica com medo que eu ache que ele está no engate... tu dizes que o outro é mulher...
a outra faz-se queixas do namorado...
o outro da namorada ...
só eu que estou atulada em problemas cá em casa não me queixo... olha agora....

- É chato referires-te ao gajo com "filho da puta".
- Tens razão, nestes casos "cona da mãe" é muito mais adequado.

Eu sou mesmo um ganda filho da puta

Eu só posso mesmo ser um grande filho da puta. Se as pessoas ousam esfaquear-me nas costas quando eu até tenho instrumentos concretos para ferir (gravemente) a sua reputação ...

Técnicas de corrupção

Eu acho que é interessante estudar como é que as pessoas em posições de poder coagem os seus subalternos a cometer ilegalidades.

Uma técnica que me perturba, conciste em aplicar as pressões num conjunto de reuniões à porta fechada a dois.

Mas há um método mais fascinante. As reuniões em locais públicos (tipicamente restaurantes). O uso deste método torna-se tanto mais peculiar quando os envolvidos se reunem rotineiramente à porta fechada. É peculiar procurar um local público para discutir precticas ilegais quando a privacidade está ali ao nosso alcance. Eu não sou uma pessoa violenta, não tenho por hábito dirigir-me aos meus superiores hierarquicos usando plavrões ou no tipo de tom de voz que faz com que as paredes tenham ouvidos. Suspeito que o problema é outro: o meu cruel apego à verdade.

dura lex sed lex

a facada nas costas

Escrevo com uma faca cravada nas costas. Ainda não percebi bem as implicações da merda que me chegou aos ouvidos ontem. Ainda não percebi o que tenho que fazer. O que é certo é que tenho que fazer alguma coisa.

11 de janeiro de 2007

E você, é uma estrela porno?

Recomendo este teste vivamente.

Infelizmente não posso revelar o meu score, porque outro cabrão teve a amabilidade de responder por mim, e eu tenho uma reputação e o meu bom nome a defender.

10 de janeiro de 2007

A minha blasfémia pró-abortiva

Caro Rui, respeito a sua opinião, e até me sinto tentado a concordar, mas desculpe que lhe diga o senhor é tudo menos liberal.

Um bom liberal é o que gosta de mandar uma queca au naturel. Pense por um segundo no tormento desses pobres diabos. Já basta o HIV para os atormentar. Faça o obséquio de lhes garantir que se a senhora engravidar, tem a opção de abortar livremente. Não me vai dizer que acha que deve ser o casal a pagar tão peculiar método contraceptivo, ou vai?!

Eu que me comovo por tudo e por nada (TM) ou cenas da vida real



So you don't need anything else from me, do you?!

(Reesditado. Recordar é viver.)

Pense rápido

"Do you allow us to contact the refree before the interview?"

Pense rápido e de preferência não seja ingénuo ...

Grandes clássicas (femininas)

"Convidas-me para jantar?"

"We have made a thing, a most terrible weapon, that has altered abruptly and profoundly the nature of the world ... a thing that by all the standards of the world we grew up in is an evil thing. And by so doing ... we have raised again the question of whether science is good for man"

Oppenheimer num discurso à Sociedade Americana de Filosofia

Um bom cientista deve ser ingénuo ...

... pelo menos se quer viver de consciência tranquila ...

Such peculiar detachment stemmed from Oppenheimer’s conviction, at least at first, that simply to produce the weapon was his exclusive concern. How the bomb was to be used remained the prerogative of statesmen and military brass. Cassidy sees this feeling of reduced moral responsibility as largely a product of the prevailing culture rather than of Oppenheimer’s distinctive sensibility: “Under Vannevar Bush [the M.I.T. engineer who sold the Manhattan Project to President Roosevelt], the scientist as the enlightened keeper of cultural ideals and an equal partner with military and political leaders was replaced by a new conception of the scientist as a mere technician of physical processes, an employee working under orders at the bottom of a bureaucratic hierarchy.” When Project physicists began to voice misgivings about the morality of their handiwork, to the point of wondering whether they could decently continue working at Los Alamos, Oppenheimer did his best to curb their doubts.

In Oppenheimer’s Ethical Culture upbringing, and indeed in the culture at large, scientists were revered as white knights consecrated to the cosmopolitan ideals of perpetual peace, rapturous discovery in the name of humankind, and the fulfillment of Francis Bacon’s project for “the relief of man’s estate.” The distressing human predilection for the occasional blood-feast did, of course, impede man’s progress toward these ever-appealing ends. Alfred Nobel had hoped that his invention of dynamite, which enhanced exponentially the possibilities for battle carnage, would put people off war forever; it didn’t happen. Albert Einstein, equally peaceable but more discerning, said of the weaponry developed before the First World War—machine guns, massive artillery—that entrusting human beings with modern technology was like putting a meat ax in the hands of a psychopath. The flower of Wilhelmine chemistry devoted itself to devising chemical weapons that would eviscerate the throats and lungs of the French and British enemy in the Great War. When Fritz Haber, the presiding genius of German chemical weaponry, was implored by his wife, herself a chemistry Ph.D., to give up his work on poison gas, he replied that in peace a scientist serves mankind but in war he serves his country. His wife killed herself that night.

via Cabinet

Eu dava 1 cêntimo pelos pensamentos de Heber sobre o suicídio da mulher especialmente quando ele se apercebeu da loucura do antisemitismo nazi. Acho que vou ter que reler as passagens de "Einstein's German world" sobre Haber. Da memória que tenho do livro fiquei com uma viva impressão do "patriotismo" de Haber durante a primeira guerra mundial. E do impacto que o nazismo teve na sua vida (Haber era judeu). Este episódio na altura passou-me despercebido.

9 de janeiro de 2007

Da série "Estás vivo ou estás morto?"

Morto não estou, mas o que é certo é que já estive mais vivo ...

8 de janeiro de 2007

Coisas estranhas

Surgem-me posts na mente, mas não sinto a necessidade de vir aqui partilha-los.

4 de janeiro de 2007

À mesa com Kafka

Não esperava que sentissem saudades minhas tão rapidamente.

1 de janeiro de 2007

31 de dezembro de 2006

A corte (versão pós-moderna)

Esta malta nova de agora é o hi5, o blogger, mandar mensagens curtas, comentários e o caralho ...

... mas já ninguém se sabe bater por uma mulher como um macho ou quê?

A grande discussão deste fim de nao


Ora aí está a grande discussão deste fim de ano: quem é que anda a dormir com homens e quem é que anda a dormir com mulheres.

A parte que eu gosto mais: a da má língua.

30 de dezembro de 2006

Template

Acho que quanto a template estamos falados por uns tempos ...

Filho, por caridade cristã ...
... vamos às putas!

Há já algum tempo li num jornal de referência uma entrevista à Presidente de uma Instituição de Solidariedade Social de inspiração Cristã que se dedicava a prestar apoio às prostitutas.

A entrevista no seu todo pareceu-me bastante interessante. A senhora mostrava alguma objectividade e não caia com a facilidade que eu esperaria no moralismo fácil, parecia mais conversa de médico do que outra coisa. Perante os dramas humanos das madalenas (às vezes não muito arrependidas, muitas vezes imigrantes ou toxicodependentes) eu próprio me identifiquei com o tal cuidado cristão. Até que ...

Até que ... foi feita a pergunta lapidar: Acha que em Portugal o recurso aos serviços de prostitutas devia ser tornado ilegal? A resposta: O nosso país ainda não está preparado para isso.

Agora com licença que tenho que ir espetar com um balázio no meio dos cornos da minha ex-mulher que me impalitou com o cona da mãe do carteiro. Eu bem sei que isto devia ser crime, mas infelizmente o país ainda não está preparado para isso.

28 de dezembro de 2006

Tem a certeza?! (as minhas amigas do google)

Tenha calma! Respire fundo! Relaxe!

Tem a certeza que está á procura no sítio certo?!

Em qualquer caso, fique descansada, o nosso lema é a procura da satisfação total!

27 de dezembro de 2006

Autoretrato (TM) ou a eterna indecisão

Eu gosto de uma mulher que seja a garota da capa na mesa e a garota da página 3 na cama.

Isto vai sem link que é para não ter problemas, eu avisei que sou indeciso. Fica o Trade Mark como pista.

25 de dezembro de 2006


Fico perplexo com a polémica acerca da violência doméstica/casais homossexuais/aplicação da Lei. A que propósito vem a discussão que envolve hetero, homo, gordos ou magros, cães ou gatos? Violência não é apenas e só VIOLÊNCIA, seja a que título fôr? E não é sempre condenável pela Lei?
Entendo que se divulgue mais a violência doméstica, normalmente abafada e sofrida em silêncio, e se incentive as/os agredidos a sairem do seu sofrimento. Mas quanto à Lei, ela é clara: a violência é crime, e deve ser punida sem excepções!

(Vieira Pinto) a azulinho no Abrupto

"Violência doméstica"?! "Homosexualidade"?! "Gordos"?! "Magros"?! "Cães"?! "Gatos"?!

Mas desde quando é que nós temos disso cá em Portugal?!

O Sr. Vieira Pinto eo Prof. Dr. Pacheco Pereira devia era deixar-se de causas fracturantes ...

No meu tempo o azulinho servia para outra coisa.

Ó meu grande caralho, mas afinal foste tu ou o teu pai que andou anos a fio enfiado nos jesuitas.

O meu Natal, o Natal ao contrário

Nesta altura fala-se quanto baste em morte. Sempre nas estradas.

Fala-se muito nos sem abrigo. Poder-se-á dizer que o desprezo a que os sem abrigo são devotados é largamente compensado pelo tédio que a sua omnipresença instiga nos noticiários natalícios. O infortúnio, a mais extrema miséria, a desgraça e a loucura, ao fim ao cabo, dão um bom espectáculo (e este post é também prova disso mesmo). E sempre se organiza um jantarzinho de caridade ...

Depois há a consoada, a paz, o amor, a esperança. O menino em palhas deitado. E os presentes de Natal.

E o lixo amontoado nas ruas. O lixo de que ninguém fala. O lixo de que ninguém quer falar.

Há no entanto uma dor que é vivida por muitos nesta época, e que é frequentemente silenciada. O luto. A dor que a morte dos que amamos nos traz. E abençoados sejam os que nos ensinam a chorar os nossos mortos com alguma dignidade e sem olhar ao calendário. Não sei se o choro é redentor. Duvido que seja, mas pelo menos a mim permite-me lembrar o amor que me uniu (que me une) aos meus mortos com uma aparente dignidade.

Na minha família já houve gente que morreu de muitas maneiras. A minha avó materna morreu, há não muito tempo, após um ano em que a sua saúde se foi deteriorando. Confesso que nunca fui muito próximo da minha avó, não funcionávamos no mesmo comprimento de onda. Sei que, no fundo, não sou a melhor pessoa para prestar testemunho por ela, e se querem saber nem é coisa que me pese muito na consciência. Há coisas que me pesam bastante mais. No fundo para nós aquilo foi "o fim do percurso, que faz parte do percurso" que os padres mencionam nas missas fúnebres, sem olharem muito ao percurso de vida do defundo. Morreu tranquila "como uma velinha que se apaga" segundo testemunhas mais autorizadas do que eu.

Mas e os que morrem por intoxicação medicamentosa, num quarto de hotel, deixando uma nota ao dono do hotel e outra à família?! Para mim essa é outra história completamente diferente. É a história da vida que impõe a morte a si própria como única esperança.

É o Natal ao contrário.

Mas a morte que é trazida pela intoxicação medicamentosa não é a pior das mortes. A pior das mortes é a outra, a da loucura, a do corte com realidade, e essa, num infame Natal de há 3 anos, veio jantar connosco, na ceia de Natal. Aqui não é a vida que põe fim a si própria numa escolha que no fundo não é necessariamente indigna. Aqui é a realidade que se afasta da vida entregando-a à loucura.

Essa morte que é a loucura veio naquele Natal jantar connosco sem se fazer anunciar. Quem a teria convidado?!

Acreditem que este post, é à sua maneira, circunspecto. Releiam, por favor, as palavras que neste post dedico á minha avó. No fundo o que vos peço é que transformem esta morte que (hoje) é em tudo um inevitável passado. Que (hoje) junta em si de forma inevitável os fantasmas do natal passado, presente e futuro. No fundo o que vos peço é, dizia, que transformem esta morte na morte que nos é contada pelo fantasma do Natal futuro. E peço-vos que saiam à rua, que se preocupem com os vivos, que esqueçam os mortos porque hoje é Natal e amanhã será certamente um novo dia.

24 de dezembro de 2006

Este Luis Oliveira é mesmo um grande tótò! Ele não percebe que os momentos de silêncio são os melhores para nos prepararmos para os próximos momentos de tensão.

Estás vivo ou estás morto?!

Ele: Bloguito?! Estás vivo ou está morto?!
O blogue: Eu estou numa daquelas fases em que nem sei bem se estou morto se estou vivo.

22 de dezembro de 2006

A minha contribuição para as leis da blogosfera

Homem que é Homem (com agá maiúsculo) não vê blogues de gajas com fotografias de pessoas que não estejam devidamente vestidas.

lincado

Se há coisa de que eu gosto é de me ver lincado. Aquela estranha sensação de nudez. Aquela estranha sensação de não saber o que fazer ...

Agora podia dar exemplos de linques divertidos, mas eu infelizmente prometi a mim mesmo que ia tomar juízo ...

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