29 de julho de 2007

Nunca é tarde para (des)aprender

(Vergonhosamente roubado à Palmira F. da Silva. Cliquem na imagem para aumentas.)

27 de julho de 2007

Á laia de declaração de interesses ou não façam isto em casa, tentem de preferência à beira mar

Eu também só comento no 31 da Armada para ver se a Laura Abreu Cravo me convida para ir tomar um café no Snob.

(Peço desculpa pelo laçarote desapertado, mas a vida de espião rege-se por horários que não são nada flexíveis. Nós, os espiões de sua majestade, só usamos o laçarote apertado só das nove às cinco. Nine to five my dear, nine to five ...)

Aqui deveria estar um post sobre os montantes envolvidos na transferência do Simão Sabrosa. Agora, vá, ide para a praia!

26 de julho de 2007

"The winer takes it all" e as águas do Tamisa


A expressão "The winner takes it all" é frequentemente usada para descrever o sistema eleitoral para o Parlamento Inglês.

No sistema eleitoral inglês existem várias centenas de círculos eleitorais, sendo que cada circulo elege um, e só um deputado. O deputado eleito é o candidato do partido mais votado para para esse circulo - "The winner takes it all".

Limitações do sistema:
a) não é um sistema proporcional (longe disso);
b) os eleitores de determinado circulo que não votarem no candidato vencedor podem sentir que o seu voto foi inteiramente desperdiçado.

Que eu saiba após a noite eleitoral o deputado eleito pelo circulo eleitoral tem que responder perante todos os seus eleitores. Por exemplo, eu (que sou o típico votante no MRPP lá do sítio) se tivesse a infelicidade de viver num circulo eleitoral onde ganhasse um candidato do Partido Conservador e lhe pedisse uma audiência (coisa que é muito comum na Ignóbil Albion) ele não me podia recusar a audiência usando como argumento as minhas inclinações ideológicas. Era bem capaz de ter que me ouvir durante um bom quarto de hora.

Vem isto a propósito deste post do Filipe Moura.

No segundo parágrafo o Filipe Moura diz e passo a citar O problema destas "políticas de proximidade" é que os eleitores tendem a sentir-se os mais importantes do mundo, e esperam uma dedicação exclusiva dos seus eleitos (sendo que tal nem se traduz numa maior participação eleitoral). Por isso não sou favorável a esta concepção de política, muito vulgar na Grã Bretanha. E que em Portugal se difundiria, se hipoteticamente fosse aprovada a famigerada regionalização.. Depois cita "com destaques dele" este artigo do Diário de Notícias.

Duas perguntas para o Filipe Moura:
1) a regionalização em Portugal não seria mais semelhante com a autonomia do País de Gales do que com o sistema eleitoral para o Parlamento Inglês previamente descrito? (Cito o País de Gales e não a Escócia porque a autonomia escocesa é bastante mais vasta do que a do País de Gales.)
2) Onde é que o artigo do Diário de Notícias que eu linco no meu post cita o sistema eleitoral inglês?

Agora duas clarificações:
1) Acho, de facto, que o sistema eleitoral inglês está demasiado afastado da proporcionalidade, mas vou lembrando que no nosso sistema eleitoral bastam 43 % dos votos para obter uma maioria absoluta.
2) Oponho-me à regionalização por razões que não estão tão longe das do Filipe como isso. Num país tão pequeno como o nosso é muitas vezes difícil tomar decisões de uma forma imparcial, mesmo ao nível dos orgãos centrais.

(Na imagem: o Parlamento Inglês, ao pôr do Sol, segundo Turner)

25 de julho de 2007

[...] Um relatório identifica os 0.8% dos cientistas de topo, a que chama Super-excelentes, Categoria "S" - sim, este léxico que funde os Marvel Comics com a tecnocracia meritocrática é sempre hilariante. Pois bem, entre os Super constam dois cientistas portugueses, Benedita Rocha e Paulo Vieira. Parabéns a ambos.

[...]

A propósito, não seria má ideia se algum jornal -online mas de preferência em papel - investisse tempo e espaço de página a entrevistar o Paulo, usando este relatório como pretexto [...] para ouvir o que o Paulo pensa sobre política de ciência em Portugal. Garanto-vos que daria uns destaques engraçados.

Vasco M. Barreto

Eu por mim gostava acima de tudo de saber a opinião dele sobre a política de Laboratórios Associados (que eu julgo que é mais ou menos óbvia para quem o lê).

É bom lembrar que em Portugal há quem se oponha ao funcionamento de actividades de investigação científica fora do âmbito das universidades. Há uns meses li num jornal diário alguém opor-se à política de Laboratórios Associados usando como argumento o facto de serem as universidades as proprietárias dos edifícios que se destinam à investigação científica.

20 de julho de 2007

Grandes personagens da literatura clássica

A vítima.

Os culpados do costume

A verdade é que os culpados do costume já não me servem. Quis o tempo (e o destino) que eu experimentasse (alguns d)os seus sapatos.

De que me vale agora continuar a bradar contra eles?

Os metabloguitas lá sabem o que fazem

A rede (e não me refiro só a blogosfera) seduz-nos, em grande medida, porque nos abre novas possibilidades na manipulação do binómio realidade/ficção.

Infelizmente a realidade agarra-se ao corpo muito mais facilmente do que gostaríamos de admitir.

18 de julho de 2007

Vamos lá ver se nos entendemos (post editado)

(Gostaria de voltar a este assunto, quando tiver tempo, não só pela discussão que se gerou na caixa de comentários, mas também porque me chegaram reacções em privado de uma leitora regular deste blogue.

Chamo atenção para o facto de no post original não ter incluído o comentário do Santiago na integra. Faço também notar que os números apresentados não são do Santiago, mas dum relatório do OCES, que eu confesso não ter lido.

Estas discussões sobre remunerações são por natureza intermináveis; mas valem pena, quanto mais não seja, para perceber os pressupostos dos vários interlucutores. Eu estou a dizer isto mas nem discordo do sentido geral daquilo que o Santiago disse, por razões que espero vir a explicar.)

Olh
a... estive aqui a fazer umas contas "nas costas de um envelope" e saíu isto (o OCES há muito tempo que não tem comparações internacionais interessantes, por isso só consegui comparar o ano de 2001. A julgar por este relatório a situação em Portugal só pode ter melhorado... nas outros países é o que se sabe...):

Despesa pública de I&D percapita do pessoal total a trabalhar em I&D (ano 2001; valores em Euros)

PT 37 867
BE 24 983
DE 25 605
FR 37 905
NL 30 637
GR 13 703


Correndo o risco de escandalizar todos os bolseiros, atrevo-me a dizer que, neste caso particular, o Sentieiro até tem razão...

Comentário do Santiago no Avesso do Avesso

Vamos lá ver se a gente se entende, que assim nunca mais chegamos a sindicalistas:

Postulado número 1: Portugal é o país da Europa em que o investimento per capita em ciência é menor.
Postulado número 2: Portugal é o país da Europa em que os bolseiros são mais mal pagos.
Postulado número 3: Portugal é o país da Europa em que os professores universitários são mais mal pagos.

Da malta da carreira de investigação nem falo.

17 de julho de 2007

As excitacoes da politica nacional

Depois da excitante campanha para Lisboa (que culminou numa abstenção de 60 %), avizinham-se as directas do PSD. A julgar pelos candidatos que se perfilaram ate agora Sócrates deve estar cheio de medo.

Da Deus Nozes a quem nao tem dentes

Informo as minhas leitoras, que acabo de ser convidado para uma festa que inclui um strip masculino.

A emoção e tanta que mal me consigo conter.

( e pena que os acentos tenham ido com os porcos.)

15 de julho de 2007

12 de julho de 2007

Susana, quanto àquele assunto acho que tem que esperar mas por mim podes ir seguindo em frente ...

Há que ter respeito pela arterite da classe reformada!

Não façam isto em casa

Ver o orkut dos alunos.

(Há claramente qualquer coisa de errado com este post ...)

8 de julho de 2007

Tratado geral do comercio da prostituição

Diz a prostituta para o cliente: porque é que não te masturbas?

O cliente seguiu o conselho. Foram felizes para sempre.

Um problema par as eleições em Lisboa: a segurança eleitoral (por Pacheco Pereira)

O livro de João Ramos de Almeida Eleições Viciadas? O Frágil Destino dos Votos. Autárquicas de 2001 em Lisboa, editado pela Dom Quixote, não mereceria passar despercebido, abafado pelos mil e um produtos menores com que as editoras invadem o mercado, nem ser recebido com indiferença pelas pessoas que se interessam pela coisa pública. Bem pelo contrário, exigiria discussão e não este silêncio entre a ignorância e o incómodo, com que tudo o que é relevante é por nós recebido. O livro já chegou ao mercado há algum tempo e, que se saiba, não mereceu ser tratado como um "caso", como uma "revelação", como um "escândalo", podendo genuinamente, com toda a razão, sê-lo.

O livro representa o resultado de um trabalho de qualidade, na sua origem um trabalho jornalístico no melhor sentido do termo, mas, depois, é um ensaio sobre o que aconteceu, ou poderia ter acontecido, nas eleições autárquicas de 2001 em Lisboa, em particular a questão de saber se os resultados oficiais foram os resultados reais e se houve uma fraude deliberada numa eleição ganha (ou perdida) ao milímetro. Como se sabe, Pedro Santana Lopes ganhou a João Soares pela margem mínima de 856 votos, contribuindo a sua vitória (e a de Rui Rio no Porto) para a crise que acabou com o Governo Guterres e abriu caminho a uma nova maioria PSD-CDS/PP. Refira-se desde já que nada do que se diz a seguir diminui o mérito político de Santana Lopes nas eleições autárquicas de Lisboa, nem é essa a questão em causa, nem em bom rigor o seria, mesmo que materialmente não tivesse "ganho" pela margem dos 856 votos. Aliás, a melhor afirmação do que digo está na atitude de João Soares, que se sentiu como "derrotado", mesmo quando, desde o primeiro minuto, alguns dos seus apoiantes queriam que ele impugnasse os resultados porque estavam convencidos de que teria ganho tão marginalmente como Santana Lopes o fez.

_______________________

PPD/PSD-PPM 131135 41.98%
PS-PCP-PEV 130279 41.7%
CDS-PP 23584 7.55%
B.E. 11877 3.8%
PCTP/MRPP 2419 0.77%
P.H. 1352 0.43%
MPT 1347 0.43%
P.N.R. 652 0.21%
______________________
O livro de João Ramos de Almeida analisa duas teses complementares, mas não necessariamente sobreponíveis: a de que houve graves irregularidades na contagem dos votos nas eleições de Lisboa de 2001, que apontavam para, caso fossem corrigidas, uma vitória de João Soares; e que essas irregularidades foram o resultado de uma fraude deliberada. Ambas as questões tinham uma história que vinha desde a noite eleitoral, personificada na acção de António Silva Lopes, um antigo militante do MRPP, que depois se ligou a João Soares e à sua facção dentro do PS, e à Maçonaria. Silva Lopes estava convencido que houvera fraude deliberada no escrutínio eleitoral de 2001 e não parou enquanto não conseguiu que o Ministério Público investigasse o caso, embora não tenha convencido João Soares a contestar os resultados eleitorais. Silva Lopes era uma daquelas pessoas [...], dominado por uma single issue, [...] que não falam doutra coisa e querem veementemente convencer o interlocutor da sua razão e da gravidade do que aconteceu. [...] Também eu o encontrei e tenho arquivada alguma correspondência e correio electrónico sobre o assunto, a que não dei muita importância. Para adensar ainda mais o caso, Silva Lopes apareceu morto em casa, no dia em que deveria falar com João Ramos de Almeida, que adianta que "ainda hoje" se desconhecem os resultados de autópsia, embora nunca tivesse havido suspeitas judiciais de crime. É destes factos coincidentes que se fazem boas teorias conspirativas.
A suspeição de que a morte de Silva Lopes se deveu ao seu "segredo" encontra-se em vários blogues como uma espécie de "lenda urbana". [...]
As duas teses do livro de João Ramos de Almeida não têm o mesmo sucesso investigativo, ou seja, a análise é muito pertinente quando revela a grave incúria eleitoral e sugere que foi João Soares que efectivamente ganhou as eleições autárquicas de Lisboa em 2001, mas está longe de se sustentar na tese de que houve fraude generalizada e concertada para modificar os resultados a favor de Santana Lopes. Tratando do modo como foi conduzido todo o processo eleitoral, desde as primeiras contagens provisórias aos anúncios televisivos dos resultados, a casos particulares de freguesias que nunca mais "fechavam", até à contagem definitiva e à publicação de resultados, o livro mostra que não há, de facto, segurança nos resultados eleitorais, tanto mais grave no caso de eleições muito disputadas onde os resultados são tangenciais. 856 votos em Lisboa não é nada ou pode ser quase tudo.

O que João Ramos de Almeida revela, com provas documentais, actas, rasuras, documentos com assinaturas que o seus autores negam ter feito, duplicações suspeitas, discrepâncias entre todos os números, somas de eleitores que não correspondem ao universo eleitoral, testemunhos de incúria e sonegação de dados, é muito preocupante. Nessa análise de, pelo menos, uma enorme negligência no tratamento dos dados eleitorais, o autor é acompanhado pelo Ministério Público, que no seu inquérito revelou também graves incúrias e ilegalidades no apuramento dos resultados eleitorais, sugerindo com clareza que os resultados podiam ter sido outros, dada a escassa margem da vitória ou derrota. O que é preocupante nesta análise é que se fica com a sensação, quase a certeza, de que se o mesmo tipo de atenção analítica que as eleições de Lisboa tiveram fosse aplicado a outras eleições, os mesmos problemas de insegurança dos resultados apareceriam como conclusão.

A segunda hipótese do livro, a de que houve fraude eleitoral combinada e concertada, já me parece muito longe de estar provada ou sequer se poder considerar que há sérias suspeitas de que aconteceu. O Ministério Público também não a encontrou, embora haja debilidades no que se conhece do inquérito. Isto não quer dizer que não tivesse havido fraudes pontuais, cometidas a favor quer de um quer de outro candidato por ultrazelosos apoiantes, quase sempre gente dos aparelhos partidários que conhecem bem, e de dentro, os erros e deficiências do sistema eleitoral. A documentação conhecida mostra-o sem ambiguidades e o Ministério Público confessou-se impotente para identificar os culpados.

Mesmo assim, nada aponta para uma operação de viciação concertada dos resultados eleitorais, o que, para ter existido, exigiria um comando, uma sofisticação e uma preparação muito maiores do que aquela que as pessoas in loco são capazes de fazer, tanto mais que teria que ser conduzida em tempo quase real a partir de um centro. Ora não há qualquer prova de que tal existiu, nem o bom senso e o conhecimento da realidade no terreno o revela, até porque, meus amigos!, estamos em Portugal e em Portugal ninguém conspira sem que não se saiba ou se venha a saber, e as conspirações são umas coisas amadoras e adolescentes, mais espertas do que inteligentes, e nunca resultam. Admito que alguns resultados, nesta eleição e noutras, tenham sido "adaptados" até, muitas vezes, mais para garantir uma junta de freguesia do que para o "alto" resultado final, e aí há gente em todos os partidos, e não só no PS e no PSD, mas também no PCP e no CDS/PP que sabem fazê-lo e vontade não lhes falta.

O mérito principal do livro de João Ramos de Almeida é, pois, este mesmo: mostrar que, em eleições disputadas voto a voto, os procedimentos de segurança eleitoral estão longe de ser perfeitos, são até muito débeis. Para além disso, sugere-se, mas não se demonstra. Faça-se, no entanto, justiça ao autor, que publicou um livro que não vive do que sugere, mas das certezas e estas são muito, muito preocupantes. Prestou um serviço ao debate público.

6 de julho de 2007

Vamos lé então falar sobre coisas sérias ...

Como é que vamos chamar ao bebé? Tratado de Lisboa ou Tratado de Sintra? Isto se não for preciso fazer um interrupção voluntária de gravidez ...

(Agora que já falei sobre assuntos sérios, daqui a pouco, já posso cá voltar para fazer mais uma piadinha sobre a Doutora Patrícia Lança.)

Filipe, não sejas paternalista ...

... a senhora só diz aquelas coisas para o nosso bem.

A série Rome segundo Luís Naves

A TV passa uma genial série, Roma, onde a violência está de tal modo integrada na história, que faz sentido. Acho que a série tem um argumento impressionante, muitíssimo bem feito, com personagens desenhadas ao pormenor, de enorme riqueza de nuances psicológicas. Mas o que me fascina, nesta série de TV, é a forma como os argumentistas falam de nós, parecendo que nos contam uma história sobre o fim da república romana e a guerra civil que levará ao império. (Não posso deixar de referir a excelência deste programa, dos actores à realização, passando pelo texto, os figurinos, gráficos ou fotografia).
O fundo histórico é um pretexto (e nem me refiro aos erros). O que é ali importante é a exibição da ira contemporânea, cuja origem não é de todo clara.
Não assenta na divisão em classes, pois todas as classes a possuem na mesma proporção. Não é o hedonismo dos ricos, pois também os miseráveis são cruéis. Não tem a ver com a natureza humana, pois tanto os bons e inocentes, como os maus e hipócritas, adoram a violência e vivem na violência.
Mas atravessa toda aquela história um lugar comum da ira: a ausência de valores. O único verdadeiro idealista, o judeu Timão, após uma carreira de matança insensata, tenta libertar-se do horror, mas tragicamente sem o conseguir. É o único que o tenta fazer, nesta história sobre o poder e a traição, sobre ambições sem limites e o elaborado acaso. Roma é um espelho do mundo contemporâneo, que também se debate numa espécie de guerra civil: vive numa crise insondável, com nostalgia de um passado feito de heróis destemidos e honrados. Um passado inatingível. É um mundo sem esperança, que desconhece ainda estar a criar a sua própria destruição.

1 de julho de 2007

"O felatio e a sodomia evitam eficazmente a gravidez. Só que o preço a pagar é capaz de ser altíssimo." Patrícia Lança

"People of the same trade seldom meet together, even for merriment and diversion, but the conversation ends in a conspiracy against the public, or in some contrivance to raise prices. It is impossible indeed to prevent such meetings, by any law which either could be executed, or would be consistent with liberty and justice. But though the law cannot hinder people of the same trade from sometimes assembling together, it ought to do nothing to facilitate such assemblies; much less to render them necessary." Adam Smith

Patrícia Lança

Anda para aí uma senhora a cobrir a brochada* e o sexo anal**, só me ocorre uma solução para o problema -la um mês a estagiar com este gajo. Afinal não há nada que a devassidão não cure.

* subida de um ponto no sitemeter
** eu só escrevi o post para escrever estas cenas

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